terça-feira, 10 de dezembro de 2013

O tempo...



Ta aí um tema que sempre ronda nosso imaginário. O tempo é plural, dizem que cura, que apaga, que ajuda, mas que também afasta, estraga, embolora, deteriora...

O tempo passa e com ele passam as dores, as decepções, mas também podem passar oportunidades. Meio que um remédio venenoso, paradoxal, ambíguo, assim é o tempo.

Tarefa difícil é saber o tempo certo das coisas, não perder a hora, não perder o que se quer muito e nem quem se quer muito.

Para enfrentar o tempo tem que ter coragem, tem que se jogar, tem que se aliar a ele e acreditar que se não der certo ele mesmo irá apagar as marcas que ficarem.


Assim como a vida, o que o tempo quer da gente é coragem, no mais, há tempo para tudo!  


domingo, 1 de dezembro de 2013

Padrões...



Por diversos motivos, nos últimos dias resolvi pensar em padrões. Por exemplo, as pessoas com as quais nos envolvemos emocionalmente têm um padrão? Acho que inconscientemente sim.

Eu visualizei meu padrão, o do impossível, não chega ao platonismo, mas são sempre pessoas que por diversos motivos não se encaixam na minha vida e nem eu na delas, será isso um sinal de que eu devo parar e pensar se eu realmente estou buscando um par ideal ou na verdade gosto da minha “solidão”?

Não estou a caça, muito menos vivo a vida na esperança de encontrar um homem perfeito que vá mudar minha vida para sempre, já passei dessa fase, e, não, não é descrença no amor, é só experiência, vivência... E, sinceramente, um imperfeito pode ser muito melhor!

O que sei é que depois de repetições e erros sucessivos cheguei a essa conclusão, temos padrões e eles são partes determinantes nas consequências dos nossos atos.

Pode parecer meio óbvio isso, mas eu demorei a notar, ou abstrai as observações e os sinais... 

Visto e dito isso, o que fazer? Mudar o padrão? Pensar no que se quer de verdade? Manter a observação? Depois dos padrões a questão são as questões...  

Olhar para dentro exige coragem, vai saber tudo que está guardado, a bagagem é grande e nem tudo é necessário, mas fica lá e quando se mexe pode-se esbarrar em tantas coisas... Enfim, o que a vida quer da gente é coragem!


A vida que ficou para trás, ficou, o hoje eu posso intervir e o que virá, ah, que seja maravi!


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

O simples é muito complicado


Analisar tudo que se faz é difícil, melhor viver e deixar viver, mas, a mania de racionalizar tudo é que mata. Pior é racionalizar certos sentimentos e emoções. Tem coisas que se vive e ponto. Não há o que pensar, como certos relacionamentos que são ótimos, mas não permitem o dia seguinte...

O caso é que, nem sempre, cabeça e coração estão em sintonia, aí você acha que aceita uma situação que na verdade não aceita, mas na falta de alternativa, finge que está bom. Isso é prenuncio de tragédia, mais cedo ou mais tarde seus desejos emergem e aí?

Ai  a gente abstrai e prossegue até onde aguenta, mas isso machuca, incomoda, e no fim das contas, o que é mais importante, nós ou nossos devaneios ou os problemas alheios?

Nem tanto ao racional, nem tanto emocional, o equilíbrio ainda é uma boa saída, parece simples não é? Mas, não é!

O que me incomoda é não ter muitos limites, me entregar aos sentimentos, acreditar... Já era para ter me acostumado às feridas que essa impulsividade deixa, mas não me acostumei. Como diria minha mãe, em certos aspectos eu não amadureço, ela tem razão.

Numa hora isso esbarra na minha autoestima e... E nada, o que tá feito, tá feito, ninguém é responsável por minhas expectativas e para amenizar, me fio na máxima, tudo é aprendizado, só que as vezes dói. 

Esses dias li uma frase que me fez pensar em tantas atitudes minhas, “a grande verdade é que ninguém pode nos fazer sentir mal sem a nossa permissão”, parece óbvio, mas nem sempre é. Quantas vezes nos permitimos entrar em situações que sabemos que vamos nos ferir, mas insistimos.


Me senti meio masoquista, coisa que acho sem nexo. Não sei se por carência ou boa fé exagerada mas, vivo me pegando em situações assim, nas quais eu me permiti entrar. 

terça-feira, 2 de abril de 2013

Igual só que diferente



A gente muda, o mundo muda, tudo muda o tempo todo, por mais que tenhamos uma essência, nada nunca permanece, cada minuto é único e todo tempo é tempo para mudar tudo para sempre.

Me peguei pensando em como mudei nos últimos tempos, uma boa oportunidade para visualizar isso é conversando com um amigo das antigas. De repente fui descrita como alguém que já não sou e questionei o que me tornei.

No essencial continuo a mesma, mas a mesma diferente. Talvez tenha sido moldada pela passagem dos anos, o tal amadurecimento. Algumas características foram cultivadas, outras esquecidas, outras adquiridas.

Isso de ser um ser em eterna construção é assim... Agrega-se, segrega-se, deleta-se, soma-se e por ai vai. Cada dia um novo ser e o mesmo ser.

O negócio é quando você se pega em pleno processo de transição, bem no meio, aquilo que tava rolando na maior discrição fica escancarado, e aí? Não tem botão on/off, já que está deixa rolar.

As vezes tenho a sensação de estar trocando de pele, como alguns animais, em estado de reforma...


domingo, 24 de fevereiro de 2013

Felicidade urgente para todos...



Ser feliz é ótimo, aliás, é uma meta de vida, pelo menos eu não conheço ninguém que viva para ser infeliz. Mas a ditadura da felicidade me incomoda, a necessidade de se mostrar feliz o tempo todo me desperta desconfiança. Existe alguém feliz 24 horas por dia, 365 dias por ano?

Não sou a favor de arrastar correntes por todos os problemas, eles existem e se podem ser resolvidos que o sejam e se não, que se ache a melhor forma de conviver com o inevitável. Nem todo dia é um dia feliz, acho até saudável, ajuda a valorizar os dias felizes, as tais horinhas de descuido.

Me assustam as pregações de felicidade constante e da aversão ao sofrimento alheio. Cada qual deve viver e sentir o que for real, o que tem para viver no momento. Até porque, se não for assim, não é verdadeiro, são máscaras usadas para se inserir nos contextos sociais.

Por fim, gosto de gente de verdade, que ri, que chora, que é fiel a si e aos seus, que vive intensamente o que tem para viver, gente de verdade, não simples perfis de redes sociais exalando perfeição e felicidade forçadas.

Que sejamos felizes, mas que, principalmente, sejamos verdadeiros! Abaixo a todas as ditaduras!