Quem nunca quis fugir?
Seja lá por que razão, as vezes dá uma vontade sumir, ficar invisível, exorcizar
os fantasmas... Mas um dia a fuga acaba,
os fantasmas retornam e você fica cara a cara com seus monstros internos, e
esses são os piores, a gente tende a alimentá-los, crescidos e bem nutridos
eles ressurgem com força total.
Chegou a hora de
encarar, de encerrar um longo e doloroso ciclo, de laços que nunca existiram de
fato, mas que prendem, pior, aprisionam. Desfazer o que nunca foi feito, desconstruir
o que não foi construído, dar adeus para quem nunca chegou de verdade.
Ainda me impressiono
com a capacidade que algumas pessoas tem em dar valor às coisas e não às
pessoas. Trocar o fundamental que é o amor, seja lá que tipo for, pai, mãe e
filhos, irmãos, amigos, amantes pelo o perecível, o efêmero o vil metal. Mas há
gente de todo tipo.
O que ajuda é que
durante a fuga deu para fortalecer mais que músculos, amadurecer mais que idéias,
crescer para ficar do tamanho dos problemas e não se intimidar por eles.
É triste ter que
provar que ninguém é metade, que DNA não é laço, é código, que amor e respeito
são bases e estão ai para quem souber aproveitá-los.
Oxalá seja esta a
batalha final de uma guerra perdida sem nunca ter sido declarada.