quinta-feira, 23 de abril de 2015

Fugir até quando?


 Quem nunca quis fugir? Seja lá por que razão, as vezes dá uma vontade sumir, ficar invisível, exorcizar os fantasmas...  Mas um dia a fuga acaba, os fantasmas retornam e você fica cara a cara com seus monstros internos, e esses são os piores, a gente tende a alimentá-los, crescidos e bem nutridos eles ressurgem com força total.

 Chegou a hora de encarar, de encerrar um longo e doloroso ciclo, de laços que nunca existiram de fato, mas que prendem, pior, aprisionam. Desfazer o que nunca foi feito, desconstruir o que não foi construído, dar adeus para quem nunca chegou de verdade.

 Ainda me impressiono com a capacidade que algumas pessoas tem em dar valor às coisas e não às pessoas. Trocar o fundamental que é o amor, seja lá que tipo for, pai, mãe e filhos, irmãos, amigos, amantes pelo o perecível, o efêmero o vil metal. Mas há gente de todo tipo.

 O que ajuda é que durante a fuga deu para fortalecer mais que músculos, amadurecer mais que idéias, crescer para ficar do tamanho dos problemas e não se intimidar por eles.

 É triste ter que provar que ninguém é metade, que DNA não é laço, é código, que amor e respeito são bases e estão ai para quem souber aproveitá-los.


 Oxalá seja esta a batalha final de uma guerra perdida sem nunca ter sido declarada.