Estou chegando à conclusão que minha alma rebelde também é
cega e as vezes se faz de burra. Os sinais estão por ai, eu os vejo em toda
parte, mas alguns eu prefiro ignorar, mesmo calculando o tamanho da topada a
qual estarei sujeita. A pergunta é: até quando?
Você encontra uma pessoa, a criatura vem com um letreiro
luminoso sobre a cabeça indicando que é uma cilada, mesmo em letras garrafais,
luzes de néon e as vezes sinais sonoros, eu prefiro ignorar... Isso seria se
arriscar no bom sentido da coisa ou é só estupidez mesmo?
Dentro na minha teoria de padrões, é só mais uma repetição
de um clássico. Se me machuca eu quero, só que não, eu não quero e eu sei que não
deveria querer, mas num dado momento me perco não sei porquê nem por onde e,
pimba! Lá estou eu, mais uma vez, na zona de total desconforto, me submetendo ao
que não preciso para ter o que não quero, companhia superficial, desleal e
insensível. Pra quê meu Deus? Pra quê?
Na atual fase da vida eu não preciso de companhia por nada
nem por ninguém, só se for por mim e para me fazer bem, queria repetir isso
como um mantra, até me convencer.
Nem sempre as pessoas entram em nossas vidas por acaso, na
maioria das vezes entram porque encontraram a porta aberta. Para quem estamos
abrindo as portas? Com que tipo de gente queremos conviver mais de perto? Claro
que, pelo menos pra mim, não são com os insensíveis, machistas, caretas e problemáticos,
mas, eles entram, basta uma frestinha aberta, e fazem estragos.
Fechar as portas não é bom, escancará-las também não, mais
uma vez, além da repetição do pradãozinho infeliz eu me perco na medida das
coisas. Tenhamos fé, um dia eu ainda aprendo!
