Analisar tudo que se faz é difícil, melhor viver e deixar
viver, mas, a mania de racionalizar tudo é que mata. Pior é racionalizar certos
sentimentos e emoções. Tem coisas que se vive e ponto. Não há o que pensar,
como certos relacionamentos que são ótimos, mas não permitem o dia seguinte...
O caso é que, nem sempre, cabeça e coração estão em
sintonia, aí você acha que aceita uma situação que na verdade não aceita, mas
na falta de alternativa, finge que está bom. Isso é prenuncio de tragédia, mais
cedo ou mais tarde seus desejos emergem e aí?
Ai a gente abstrai e
prossegue até onde aguenta, mas isso machuca, incomoda, e no fim das contas, o
que é mais importante, nós ou nossos devaneios ou os problemas alheios?
Nem tanto ao racional, nem tanto emocional, o equilíbrio
ainda é uma boa saída, parece simples não é? Mas, não é!
O que me incomoda é não ter muitos limites, me entregar aos
sentimentos, acreditar... Já era para ter me acostumado às feridas que essa
impulsividade deixa, mas não me acostumei. Como diria minha mãe, em certos
aspectos eu não amadureço, ela tem razão.
Numa hora isso esbarra na minha autoestima e... E nada, o
que tá feito, tá feito, ninguém é responsável por minhas expectativas e para
amenizar, me fio na máxima, tudo é aprendizado, só que as vezes dói.
Esses dias li uma frase que me fez pensar em tantas atitudes
minhas, “a grande verdade é que ninguém pode nos fazer sentir mal sem a nossa
permissão”, parece óbvio, mas nem sempre é. Quantas vezes nos permitimos entrar
em situações que sabemos que vamos nos ferir, mas insistimos.
Me senti meio masoquista, coisa que acho sem nexo. Não sei
se por carência ou boa fé exagerada mas, vivo me pegando em situações assim,
nas quais eu me permiti entrar.
